Seminário Internacional Performance e Experiência Estética – 8/out

Os próximos meses serão marcados por vários eventos acadêmicos da área da comunicação e/ou cibercultura e divulgarei aqui, vários posts com os releases desses eventos.

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Data: 08 de outubro de 2012
Horário: 09:00 às 18:00
Promoção: POSCOM-UFBA

O Seminário Internacional Performance e Experiência Estética acontece no auditório da Faculdade de Comunicação e é promovido pelo POSCOM-UFBA como consequência dos debates travados no GT Comunicação e Experiência Estética, da Compós, e da articulação com os programas pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense e da Universidade Federal de Minas Gerais.

Programação:

09:00 – 11:00: Mesa I – Benjamim Picado (UFF) e Jorge Cardoso Filho (UFRB/UFBA)
1. Dois regimes da paixão na imagem: a intensificação do acontecimento e os ritmos visuais de uma ação. Benjamin Picado (Universidade Federal Fluminense)

Pretende-se examinar aspectos da experiência estética das formas visuais na cultura contemporânea, tendo em vista o modo como nestas se manifesta um necessário vínculo entre os imperativos narrativos de sua significação e a necessária performatividade de sua fruição estética. Examinamos dois casos, especialmente abordados em nossa pesquisa continuada aos modelos de uma discursividade visual contemporânea: de um lado, a intensificação passional do instante no fotojornalismo, tomada como instância possível da produção deste efeito da adesão espectatorial à imagem; por outro lado, a modulação rítmica da sucessão das ações nas narrativas gráficas, exemplar de uma qualidade da apreensão estética, passível de ser comprovada na eficácia semiótica da gag, sobretudo em tirinhas diárias. Nos dois casos, examina-se como a análise do efeito próprio a estas manifestações na compreensão não pode dispensar a consideração sobre os aspectos de comprometimento sensorial e emocional do espectador, nas suas relações com a imagem.

2. Experiências estéticas com o Rock: performances e gravações. Jorge Cardoso (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia/ Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas)

Problematiza-se alguns pressupostos sobre uma possível estética do Rock fundamentada ora na performance ora na gravação, a partir da análise das práticas de escuta com três álbuns: The Dark Side of the Moon, Pink Floyd (1973), Nevermind, Nirvana (1991) e In Rainbows, Radiohead (2007). Conclui-se, então, que a escolha pelo fundamento da performance ou gravação está amparado num deslocamento anterior e mais importante do debate: o entendimento dos elementos chamados em causa na experiência estética com Rock, em diferentes contextos históricos.

14:00-16:00: Mesa II – Carlos Mendonça (UFMG) e Isabela Paes (UFMG/Institut Mines Télécom)
3. O corpo em performace e a cena expandida: dispositivos de medialidade e comunicação performativa. Carlos Camargos Mendonça (Universidade Federal de Minas Gerais)

O desenvolvimento de novas formas teatrais no século XX e XXI ofereceu para o sujeito do teatro (diretores, atores e espectadores) uma oportunidade distinta para experimentarem o cênico. Tal desenvolvimento esteve fundamentado no rompimento, dentre outros, dos limites entre um sujeito observador (o espectador) e um objeto observado (a cena) para permitir que o par se amalgamasse em um sentir comum na realização cênica, sofisticando a relação sensível e os modos de afetação que se estabelecem na comunicação performativa entre o espectador e o teatro expandido.

4. Produção da experiência estética e construção do performer. Isabela Paes (atriz e pesquisadora pós-doutoral)

Para Bernard Stiegler, a experiência estética do espectador pode participar da sua individuação – em oposição à tendência de padronização das subjetividades da sociedade de consumo hiper-industrial. Mas como chegar a esse efeito? A experiência de uma observação participante no Odin Treatet mostrou como neste grupo os atores aprendem a evitar a representação para buscar a presença e a ação. Não se trata somente da criação de performances, mas também da “construção” do ator, em constante transformação, através de exaustivas sessões de treinamento ao longo dos anos. A individuação coletiva no momento da performance demanda a individuação do ator e de sua técnica.

16:30 – Palestra: As possibilidades das performances para a comunicação da pesquisa. Jean-Luc Moriceau (Professor no Institut Mines Telecom/TEM Research/Organization studies)

A performance ethnography propõe uma alternativa crítica para fazer e comunicar a pesquisa em organização e comunicação – ao buscar produzir no público uma experiência afetiva, corporal e situada da questão. Três exemplos serão apresentados a fim de ilustrar as possibilidades de performances para a comunicação da pesquisa, numa reflexão a partir do performance studies e da teoria estética de Jacques Rancière e Gilles Deleuze.

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