Alguns pontos sobre a indexação das comunidades do Orkut

Ontem, dia 13/12, o Orkut anunciou no seu blog que as suas comunidades de conteúdo público passarão a ser indexadas por buscadores web como o Google e o Bing. Isso significa que encontraremos resultados relativos aos conteúdos do Orkut nas buscas, mesmo sem sermos usuários cadastrados (ou sem estarmos logados) nessa rede.

Indexacao-orkut

(Imagem: alerta interno do Orkut sobre a indexação dos conteúdos das comunidades)

 

A indexação já era possível em outros produtos da Google, como o YouTube (creio que desde a sua origem, quando não era nem mesmo produto dessa empresa). Inclusive na minha dissertação de mestrado (p. 86), eu havia mencionado esta característica como um dos fatores que ajudaram na popularização desse site de compartilhamento de vídeos. Pois abrir o conteúdo e deixar que mais pessoas o acessem, saindo do montante do público cadastrado, aumenta consideravelmente o acesso a um site. Dessa forma, podemos considerar que o Orkut está implementando de forma tardia a possibilidade de indexação por buscadores.

Atraso inclusive para aumento da sua receita, uma vez que o Orkut há algum tempo passou a veicular publicidade nos perfis de seus usuários. Com certeza, com este possível aumento de público e com o aproveitamo de conteúdos gerados pelos usuários há vários anos, o Orkut deve render alguns dólares a mais aos seus investidores.

Porém, esta atual abertura pode ser uma resposta ao fato anterior destacado por Tim Berners-Lee que considerou, a respeito do fechamento de informações por sites como o Facebook, que “Quanto mais esse tipo de arquitetura for usado, mais fragmentada a web vai se tornar e menos vamos poder usufruir de um espaço único e universal de informação“.

Contudo a mesma notícia da revista ARede apresenta o que podemos considerar uma antecipação da última novidade do Orkut: “No início deste mês, o Google acusou o Facebook de colocar seus mais de 600 milhões de usuários em um “beco sem saída de dados”, ao estabelecer contratos em que as informações pessoais e os contatos com os usuários são “eficazmente trancafiadas“. Esse trecho fala dos contatos, mas podemos prever um acirramento na batalha no estilo “eu faço e você não” entre as empresas e seus sites de relacionamento.

Outro ponto a se notar é que com a indexação o Orkut passa a promover o seu aspecto de rede de compartilhamento de conteúdos/informação (no caso, os textos dos fóruns e descrição das comunidades), extrapolando o aspecto de rede de relacionamentos.

Frente a expansão do Facebook (maior rede mundial) dentre os usuários brasileiros (maiores usuários do Orkut), o site de rede social da Google tem mesmo que buscar outras formas de se reinventar para manter-se atualizada diante das tendências dos aplicativos web 2.0 e manter a liderança nos nichos nos quais dentem a preferência dos internautas.

Por hora, resta-nos esperar o resultado dessa abertura nas nossas pesquisas e mesmo aguardar os impactos disso no agir da cultura Orkut: como usuários, crackers e anunciantes se apropriarão disso?

#foramachismo

O mundo feminista, o mundo anti-machismo está conectado em debate sobre violência contra mulheres e também ao desrespeito contra as mesmas.

Em uma ano de eleições, nos qual temos duas figuras femininas fortes concorrendo à presidência da república, ainda temos que nos deparar com casos chocantes contra a mulher.

Estamos as voltas do caso Eliza, que até então envolve sequestro, riscos a um bebê, agressão, assédio moral, negação de paternidade e possivelmente morte com requintes de crueldade. Além de todos os demais casos de violência à mulher cujos números crescem a cada dia.

Para completar a cena, foi lançada uma charge relaciona a ex ministra Dilma Rousseff à uma prostituta e os programas sociais do governo à “programas”, no sentido sexual da expressão.

Mas o humor sacana e machista não pára por aí. A primeira pergunta é: isso é lá humor? Da mesma forma que relacionar o caso Eliza e o goleiro Bruno, com copa e “mata-mata” também é de tamanha grosseria. Como eu disse no Twitter, quem respeita a vida, não brinca com a vitimização de uma mulher. E vou além: quem respeita os seres humanos, deve respeitá-lo independente do gênero.

Aprenderemos a respeitar o trabalho de uma mulher, seja na política, seja em qualquer outra área ou lugar desse país. Estamos trabalhando para isso.

>> Acompanhe no twitter o que se tem falado sobre o #foramachismo e o debate realizado pelo @teatromagico, que aliás está em parabéns em termos de animação de comunidade e relevância de temas abordados.

Que as coisas mudem para nós, companheiras!

Na noite de ontem (já estou na madrugada de hoje rsrs) estava conversando com um amigo que está em um trabalho no Amazonas, que o tem levado a regiões distantes da urbanização e de baixa densidade demográfica. Ele me contou como só havia uma única mulher onde ele estava, como todos os homens a respeitavam muito e que todos eram próximos a cultura indígena (“são meio índios”).

Falei para ele que felizmente algumas culturas respeitam muito a figura da mulher. Ele meio que me consolou falando que um dia chegaremos lá e quem sabe agora elegendo uma “presidenta”as coisas mudem!

Então? Tomara, né?

As redes sociais de olho na Copa do Mundo 2010

Já estamos bem cientes da força da inteligência coletiva nas redes sociais da internet de forma que algumas manifestações sociais não apenas surgem de forma caótica e não intencional mas também começam a ser estimuladas, seja com um intuito de divertir ou de forma mais orquestrada e mesmo ideológica.

samadeu: Vamos testar a força das redes? Vamos derrubar a audiência da Globo nesta sexta? Vamos assistir o jogo do Brasil na Band? Quem topa?

É o que podemos ver no Twitter com o CALA A BOCA, GALVÃO, uma brincadeira dos telespectadores/internautas insatisfeitos (há tempos) com o narrador da Globo. Já com um aspecto de protesto, foi criado nesta mesma plataforma de microblog o CALA BOCA , TADEU SCHMIDT, para sinalizar a contrariedade da população à fala da emissora em relação ao Dunga, técnico da seleção brasileira, em entrevista coletiva após o segundo jogo do Brasil.

r_evengelista: Vai ser a Seleção Bras. a derrubar a Globo, pelo menos um pouquinho? Quem diria… Maior carrinho da carreira do Dunga, fácil #DiaSEMGlobo

Ambas mobilizações figuraram entre os principais assuntos mencionados no Twitter desde a estréia da  copa e avançam na forma de uma mobilização para boicote à audiência da Globo: é o “Dia sem Globo” marcado para a sexta-feira, 25/06, durante o último jogo do Brasil nas eliminatórias da copa.

Ainda em relação aos acontecimentos por volta desse segundo jogo da seleção brasileira, uma comunidade do Orkut foi criada para demonstrar a revolta do torcedor com a expulsão do jogador Kaká.

monicapazz: Já tem comu no orkut “Kaká expluso? Ele não fez nada!” com 74,003 members rsr #bra

Atualmente (22/06 23:02), a comunidade já possui 350,383 membros e com inúmeras entradas nos fóruns com opiniões contra e a favor da expusão, além, é claro, das corriqueiras brincadeiras de orkut e outros tantos assuntos.

Esses exemplos, pautados por casos ocorridos durante a copa, nos mostra como já nos habituamos com o uso das redes sociais não apenas como forma de expressão pessoal mas também de expressão social nos mais diferentes campos. Também nos aponta como estamos usando as funções pós massivas de tais redes para driblar os efeitos da mídia massiva e das grandes corporações como um todo no nosso cotidiano.

Ah! Diversas mídias sociais e sites de notícias também anunciam que já estamos classificados! Vamos ver o que mais acontecerá no ciberespaço incentivado pelo o que vem de lá da Africa da Sul 😉

Abaixo o Edward, Jacob é a tendência

“Moreno, Alto, Bonito e Sensual” é o que desde pequenas sonhamos para nos casar e ter um final feliz. Mas nem vou explorar muito os atributos nativo-americanos do personagem Jacob.

(Sim, eu que falava mal, comecei a gostar da série durante a leitura de New Moon rsrrs)

Embasando-me nesses dos personagens dessa saga, divaguei sobre o papel do homem e da mulher em relacionamentos. Não vou negar, que da mesma forma que minhas antepassadas, muitas vezes, quero me atirar em braços reconfortantes, me sentir protegida, ter romantismo, todas essas coisas de “mulherzinha” que nunca saem de moda. Mas é importante atualizar comportamentos com o decorrer do tempo, dizem que chamam de evolução.

O que mais me irrita com a relação Bells-Edwart é a submissão, inferiorização que ela se obriga diante dele. E para completar ele parece concordar. Para mim, Edwart, honrando a sua idade (aprox), é um cara que parou no século IX. A dicotomia fragilidadexproteção é empolgante na medida que um não tira a liberdade do outro, quando se preserva o respeito e admiração mútua. Quem, hoje em dia, quer um homem que lhe diga o que fazer, negue os sentimentos dele e que tome sozinho as decisões em relação ao casal?

Por outro lado, Jacob….

(pausa para o suspiro)

… é do tipo que busca não magoar, é sincero, companheiro. Sempre ali em pé de igualdade!

Sempre falei que Edwart é idealizado demais, mas pensando bem… Perfeito mesmo é ser tão verídico quando Jacob (afinal, homem bom é aquele que guarda um lobo dentro de si para as horas certas 😉 ).

(Tô me sentindo uma traidora. Lestat, amor, não ligue não, viu?)

Tomara que não se criem muitas Bellas por aí. Acho que ter um boa estima por si própria é essencial. Também fico mal com uma rejeição, mas é por mim e não pela falta do outro. Cabeça erguida sempre! Da mesma forma que não gosto de ter alguém do meu lado que não se sinta a minha altura, não quero estar na posição inversa. Odeio esse tipo de comportamento.

Bom, não sei como isso tudo termina, vamos ver que o resto da série matem a minha animação ou me colocará em tédio como o primeiro livro (Crepúsculo). Tô esperando uma companhia para assistir ao filme, depois falarei o que achei da adaptação.