Artigo publicado na Revista Acadêmica Animus (UFSM)

revista animus

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A Revista Animus é uma revista científica de Qualis B3 publicada pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação da  Universidade Federal de Santa Maria. A sua mais nova edição (v. 11, n. 21) traz o Dossiê Temático “Comunicação no ambiente da web”.

A outra boa notícia é que este dossiê conta com um artigo que produzi em coautoria com a minha amiga Melina Silva. Veja detalhes do artigo:

Título:Distribuição gratuita de música digital como dádiva no ciberespaço

Mônica de Sá Dantas Paz, Melina Aparecida dos Santos Silva
Resumo: Este artigo visa a investigar a distribuição musical gratuita no ciberespaço, realizada e incentivada por músicos independentes, utilizando o conceito antropológico da dádiva, inicialmente observado por Marcel Mauss na obra Ensaio sobre a dádiva (1950). A proposta busca analisar as práticas colaborativas de artistas do circuito nacional e internacional que disponibilizaram seus álbuns inteiros para download; associando tal ato à tripla ação de dar, receber e retribuir estudada por Mauss, no início do século XX. Portanto, a dádiva será considerada como uma relação de troca na qual o bem circula a favor do vínculo entre os atores da cadeia de produção, divulgação e consumo musical no ciberespaço. Baseando-se em releituras das pesquisas de Mauss, parte-se da hipótese de que esta distribuição musical no ciberespaço encaixa-se na esfera da dádiva a desconhecidos, uma transformação da dádiva nas sociedades contemporâneas, visto que funciona como uma circulação espontânea de bens imateriais entre estranhos na internet.

ANIMUS – Rev. Inter. de Com. Midiática, E-ISSN 2175-4977

 

Ética na Pesquisa – diretrizes do CNPq

Tem uma piadinha leviana que sempre rola na internet que diz que “roubar de uma pessoa é plágio, roubar de várias é pesquisa”. Se você acredita e pratica isso, cuidado para que o escândalo não bata a sua porta. A pesquisa científica requer uma ética e a questão das referências são muito importantes, além, é claro, que a contribuição do autor deve ser expressa de maneira legítima.

Recentemente, o CNPq publicou as diretrizes da pesquisa ética da Comissão de Integridade de Pesquisa dessa agência de pesquisa científica e tecnologica, que são mostradas a seguir:

Diretrizes

1: O autor deve sempre dar crédito a todas as fontes que fundamentam diretamente seu trabalho.

2: Toda citação in verbis de outro autor deve ser colocada entre aspas.

3: Quando se resume um texto alheio, o autor deve procurar reproduzir o significado exato das ideias ou fatos apresentados pelo autor original, que deve ser citado.

4: Quando em dúvida se um conceito ou fato é de conhecimento comum, não se deve deixar de fazer as citações adequadas.

5: Quando se submete um manuscrito para publicação contendo informações, conclusões ou dados que já foram disseminados de forma significativa (p.ex. apresentado em conferência, divulgado na internet), o autor deve indicar claramente aos editores e leitores a existência da divulgação prévia da informação.

6: se os resultados de um estudo único complexo podem ser apresentados como um todo coesivo, não é considerado ético que eles sejam fragmentados em manuscritos individuais.

7: Para evitar qualquer caracterização de autoplágio, o uso de textos e trabalhos anteriores do próprio autor deve ser assinalado, com as devidas referências e citações.

8: O autor deve assegurar-se da correção de cada citação e que cada citação na bibliografia corresponda a uma citação no texto do manuscrito. O autor deve dar crédito também aos autores que primeiro relataram a observação ou ideia que está sendo apresentada.

9: Quando estiver descrevendo o trabalho de outros, o autor não deve confiar em resumo secundário desse trabalho, o que pode levar a uma descrição falha do trabalho citado. Sempre que possível consultar a literatura original.

10: Se um autor tiver necessidade de citar uma fonte secundária (p.ex. uma revisão) para descrever o conteúdo de uma fonte primária (p. ex. um artigo empírico de um periódico), ele deve certificar-se da sua correção e sempre indicar a fonte original da informação que está sendo relatada.

11: A inclusão intencional de referências de relevância questionável com a finalidade de manipular fatores de impacto ou aumentar a probabilidade de aceitação do manuscrito é prática eticamente inaceitável.

12: Quando for necessário utilizar informações de outra fonte, o autor deve escrever de tal modo que fique claro aos leitores quais ideias são suas e quais são oriundas das fontes consultadas.

13: O autor tem a responsabilidade ética de relatar evidências que contrariem seu ponto de vista, sempre que existirem. Ademais, as evidências usadas em apoio a suas posições devem ser metodologicamente sólidas. Quando for necessário recorrer a estudos que apresentem deficiências metodológicas, estatísticas ou outras, tais defeitos devem ser claramente apontados aos leitores.

14: O autor tem a obrigação ética de relatar todos os aspectos do estudo que possam ser importantes para a reprodutibilidade independente de sua pesquisa.

15: Qualquer alteração dos resultados iniciais obtidos, como a eliminação de discrepâncias ou o uso de métodos estatísticos alternativos, deve ser claramente descrita junto com uma justificativa racional para o emprego de tais procedimentos.

16: A inclusão de autores no manuscrito deve ser discutida antes de começar a colaboração e deve se fundamentar em orientações já estabelecidas, tais como as do International Committee of Medical Journal Editors.

17: Somente as pessoas que emprestaram contribuição significativa ao trabalho merecem autoria em um manuscrito. Por contribuição significativa entende-se realização de experimentos, participação na elaboração do planejamento experimental, análise de resultados ou elaboração do corpo do manuscrito. Empréstimo de equipamentos, obtenção de financiamento ou supervisão geral, por si só não justificam a inclusão de novos autores, que devem ser objeto de agradecimento.

18: A colaboração entre docentes e estudantes deve seguir os mesmos critérios. Os supervisores devem cuidar para que não se incluam na autoria estudantes com pequena ou nenhuma contribuição nem excluir aqueles que efetivamente participaram do trabalho. Autoria fantasma em Ciência é eticamente inaceitável.

19: Todos os autores de um trabalho são responsáveis pela veracidade e idoneidade do trabalho, cabendo ao primeiro autor e ao autor correspondente responsabilidade integral, e aos demais autores responsabilidade pelas suas contribuições individuais.

20: Os autores devem ser capazes de descrever, quando solicitados, a sua contribuição pessoal ao trabalho.

21: Todo trabalho de pesquisa deve ser conduzido dentro de padrões éticos na sua execução, seja com animais ou com seres humanos.

Participe da pesquida sobre plataformas de música online

Segue uma pesquisa super rápida para você que é usuária ou usuário de plataformas de músicas online. A pesquisa é desenvolvida pela prof. Simone de Sá da UFF e sua equipe.

Veja o email de divulgação:

Olá,

Participe da nossa pesquisa sobre o uso das plataformas de música on-line.

O que estamos chamando de Plataformas de música on-line são sites aonde você pode ouvir música via streaming (arquivos de música ou vídeos pré carregados) e montar um perfil, ou uma página.  Os exemplos mais comuns são: Myspace, YouTube, Last.fm etc.

Esta pesquisa busca discutir as lógicas de classificação das músicas pelos usuários; identificar e analisar como se constitui as redes sociais nessas plataformas e qual seus efeitos na circulação e no consumo de música.

Clique no link e participe: http://plataformasdemusicaonline.blogspot.com/p/participe-da-pesquisa.html

Saiba mais em: http://plataformasdemusicaonline.blogspot.com/2011/05/pesquisa.html

Nós agradecemos a sua colaboração
Simone Pereira de Sá e equipe

Delete – o direito de ser esquecido

A Revista A Rede apresentou a tradução “União Europeia vai obrigar redes sociais a ampliar proteção à privacidade dos usuários“, artigo originalmnete publicado no Jornal The Guardian. O texto fala da possibilidade do usuário optar por ser “esquecido” evitando assim desconfortos, e prejuízos pessoais com o passar dos tempos.

O texto me lembrou o livro “Delete: The Virtue of Forgetting in the Digital Age” de Viktor Mayer-Schönberger. Este autor aponta “os riscos” da memória virtual, que diferente da nossa natural, que esquece, pode guardar informações em grandes quantidades e por tempo não determinado. Ele defende a adequação da memória digital a nossa.

Para “alertar” sobre “os riscos”, Mayer-Schönberger apresenta o caso da Pirata Bebada, professora que perdeu o emprego por divulgar fotos de uma festa a fantasia, na qual aparecia consumindo bebida alcoólica. (Imaginem se chega nos ouvidos dele os nosso caso soteropolitano da pró Jack? Pelo menos rendeu outra profissão a esta vítima da proliferação de vídeos pitorescos na internet rsrs).

O problema é até válido, as soluções é que são intragáveis. Sabem o que Viktor sugere? Dentre outros medidas, como a prevenção e o medo constante antes das nossas publicações (até recomendo essa dica em palestras em colégios, mas sem tanto drama, juro), o autor defende metadados de datas de vencimento e medidas com a adição de DRM.

Sei que o interesse pelo livro deve ter morrido aqui, mas de qualquer forma segue um rápido resumo de Delete em PDF (que aborda mais a parte final do livro) feito por mim e por meu colega Rodrigo Cunha sobre o livro Delete que serviu para guiarmos a nossa apresentação em uma disciplina no semestre passado.

A grande notícia: doutorado na FACOM/UFBA

Na terça-feiraSelo POSCOM 20 anos, dia 30 de novembro de 2010, saiu o resultado de uma seleção que eu aguardava: a do doutorado 2011 do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas – FACOM/UFBA (conceito 5 na CAPES; 20 anos). Obtive resultado positivo para ser aluna regular do doutorado e serei orientada pela Prof. Graciela Natansohn.

O meu mestrado (maio/2010) é pelo mesmo programa e na mesma linha de cibercultura. Desde então, tenho participado de seus grupos de pesquisa (atualmente do GITS-UFBA), disciplinas, projeto de pesquisa (LabDebug) etc.

Resumidamente, o projeto visa entender, através da netnografia, o fenômeno da segmentação das redes sociais no ciberespaço, suas particularidades em termos de interações sociais, produção colaborativa e capital social, além de tensões de gênero, na comunidade Software Livre no Brasil.

É tempo de comemoração. Em 2011, se inicia este novo sonho e desafio!